Eu moro em mim (ô casa bagunçada)

A minha casa é aconchegante. Super arrumada. Você entra e sente vontade de ficar. Mas ao subir para o quarto, nem sempre você vai encontrar a mesma organização e sossego. Às vezes, a bagunça faz com que você não queira nem entrar. Em outras, sinto vontade de guardar cada roupa em seu cabide, cada livro em sua estante, e tudo fica com aspecto de novo. Abro a janela, o ar volta a circular.

Meu coração é exatamente assim. Acredito, no entanto, na beleza de cada estado. No meio da bagunça, eu me encontro. No meio do ar que circula, me reconheço. Um dia com as portas abertas. No outro, trancadas a sete chaves.

Entra quem for convidado, fica quem se sentir à vontade.

One Reply to “Eu moro em mim (ô casa bagunçada)”

  1. Eu moro em mim ( ô casa casa bagunçada ), parece o Fernando Pessoa reincarnado. Agora o ¨Eu não resisto¨, fiquei com um pulga atrás da orelha. Mas deixa prá lá, também foi lindo. Inspire-se mais desta maneira Joana, vai ser ótimo!

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